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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Devassa

A beleza da praga, a tarde devassa.
Institui-se o veneno lânguido, pavoroso,
Instila-se liso e depressa.
Desde quando amar é tão doloroso?

Doravante nem mais que eu te sinta
E como teu vassalo seja eu por ti infligido.
De teu coração desejo a verdade por mais que me minta,
Mas de tuas palavras vejo a mesma ruindo.

Lembro-me das promessas feitas,
Lembro-me das malas arrumadas,
Lembro-me das metades perfeitas,
Lembro-me também das vidas arruinadas.

E que pensar de um fim sem ponto final?
Não há nada que se pensar...
Não foi um adeus, mas apenas um tchau.
Não há nada que fazer além de esperar...

Erick Silva

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Tempo é a essência

Eis-me aqui e agora?
O que faço diante deste vasto espaço?
Me encolho como já feito outrora?
Ou me deleito em teu terno abraço?

Antes fora medo, incerteza, agora um desabafo.
Não sinta medo, o que falo não é engano.
Que duvida é essa que aflige teu coração?
Veja é verdade sempre que digo que te amo e amo.

E não é languido, mas puro e límpido como cristais.
Não vê? Te espero não importa  o tempo e tempo...
Tênue? Jamais! Tão forte como jamais fora o mais duro dos metais.
Por hora união inconstante, mas dar-se-vos-á tempo e a ele próprio tempo.

Deveras anseia tal momento
E nisso não me contradigo, pois é o que dilata também meu coração.
Mas juntos estaremos a seu devido tempo.
E agora já sei! Espero angustiosamente
O tempo que para nossa eternidade não aspira ser uma fração.

Erick Silva

Clima contemporâneo

Nessas manhãs cinza nubladas.
O sol em seu berço (despertaria?).
Dias fúnebres sem alvorada.

Todavia nem tudo é triste.
Há resquícios de alegria.
Muito embora um sorriso persiste.

O sol das minhas manhãs, calor,
Do meu coração dona do meu amor
Motivo para minha oração
Especial como é do jeito que vir. E vier,
Aos encantos me rendo dessa linda mulher.

Erick Silva

Bom dia ou mau dia?

Bela luz ao sol se pôr que no ocaso por sua vez
acalma sua dor...
que luz vibrante que embebece o manto azul de cores
rosa, vermelho, amarelo, laranja.

Por sua vez o mar se agita.
De barbas brancas e cílios azuis ao canto de uma sereia beijando
intensamente a areia da praia.

O olho dos céus se esconde belo
vermelho nas pálpebras rochosas da face perfeita de imensa beleza.
Jamais achada tão pouco perdida apenas invisível aos olhos
de quem não quer ver.

Sinta o canto dos pássaros, ouça
 a respiração do verde florido, beba
o néctar da vida e seja a vida pela vida amada e vivida.

Erick Silva

Desejo-te

Quem dera eu ter o que vejo.
Adornar meu corpo em teu abraço.
Encontrar nossas almas num mesmo espaço
Sem tempo...
E descansar minha ânsia em teu beijo.

Quisera eu tocar tua face tal qual pétala rosada.
Refrear meus devaneios sem parar de sonhar.
Poder morrer e ressuscitar...
Perder a vida e voltar por tua beleza imaculada.

Quiçá meu bem amor e amado.
Pois te vejo e te desejo.
Foi breve o momento que em mim ficou estagnado.
Foi bem como quis meu bem amado.

Erick Silva

Canto turdídeo

Ao longe vejo a beira do lago.
Cantar triste o alegre sabiá.
Voz melancólica a assobiar.
E como eu desejando um afago.

Sabiá triste voa pela tarde.
Tal pétala de lírio ao vento.
Espalhando seu triste lamento.
Toada toda simplicidade.

Não me deixe triste ó alegre ave.
Anseio um motivo para criar.
Saúda-me a toada suave.

E quero te ouvir enquanto nadar.
Mas se quiser ir não vejo entrave.
E só a mim prometa que irá voltar.

Erick Silva

domingo, 25 de dezembro de 2011

sábado, 24 de dezembro de 2011

Sem estilo?

Minha mãe costuma falar que alguém sem estilo e sem fundamento é gente sem educação, sem moderação, é algo típico da minha região nordeste, certas palavras aqui ganham um novo sentido, uma nova semântica. Eis aí um dos motivos do nome desse blog, além de varias outras influencias: políticas, religiosas, sentimentais... Mas não vou ficar aqui fatigando suas retinas em algo tão trivial como o porque do nome do meu blog.

Um abraço a todos que o visitam.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Amigo

Amigo, um bem tão querido e tão requerido que às vezes mendigo a procura de um, Um amigo de ouro troféu um tesouro... Ter plena confiança, E também a esperança que ele virá como o sol da manhã que empresta seu brilho para o luar, Muito do que tenho às vezes, Promessas vãs e desdém e línguas de trapo que amigos na frente atrás desfiguram meu retrato! Deveras que por mais que pouco me seja uns cinco amigos em volta da mesa me alegro e dentro dessa fraterna natureza eu zelo sempre por você amigo, amigo meu bem tão querido!

Erick Silva

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Teu


Sou tua posse
por ti nasci
e por ti morrerei
de fato enfim agora
não sou mais, mas
permaneço em ti
em carne ossos e sangue
minha alma está cativa
por isso vivo
eis o motivo
e o quão grande é o que sinto
nen o tempo, nen água, nen vento
nada neste momento
livraria a mim de te amar
sou tua posse
em teu corpo meu contrato
assino em ti enfim
e ponto.

                          Erick Silva